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Transparência

Atualizações

Último build do corpus: 01/11/2026, 07:23 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.

  1. Lote 88 — fechamento do Rioprevidência: a única exceção, e a CPI que quase não nasceu

    Fechamento de quatro lacunas abertas nos lotes anteriores sobre o Rioprevidência. Lida a série completa de atas do Comitê de Investimentos de 2023 e 2024: o nome do Banco Master aparece nomeado uma única vez, na tabela de posição de fevereiro de 2024, antes de o padrão reverter à anonimização nos meses seguintes — verificado por leitura direta. Documentada a quase-morte da CPI da Alerj: aprovada em 12/05/2026, não instalada no prazo, mandado de segurança negado pelo TJRJ em 25/05, e só efetivamente em funcionamento a partir de um segundo requerimento, com reuniões registradas até junho. Identificados o juízo e a juíza da ação da PGE-RJ — 10ª Vara de Fazenda Pública da Capital, Aline Massoni —, com o número do processo permanecendo sob sigilo. O número da petição de origem no STF para o caso de Deivis Marcon Antunes, e o processo resultante na Justiça do Rio após a redistribuição por Toffoli, não foram localizados em nenhuma fonte aberta — provavelmente por tramitarem sob sigilo.

      Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master

    • Lote 87 — o mecanismo dos R$ 12,2 bilhões, e três destinos distintos

      Reportagem da Agência Pública, lida integralmente pela equipe e baseada em apuração da PF, fecha a lacuna sobre COMO o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras do Master 'apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários': a Tirreno, empresa de fachada criada por Vorcaro, vendia créditos ao BRB que a investigação concluiu nunca terem existido na origem — questionado pelo Banco Central em março de 2025, o Master alegou que duas associações de servidores da Bahia seriam as originadoras; a explicação não se sustentou (CPFs de diversas localidades usados para simular a origem; 130 contratos analisados aleatoriamente sem lastro algum). Documentados os destinos distintos dos outros três bancos do grupo: Voiter (vendido antes da crise, tornou-se Banco Pleno, liquidado por conta própria em fevereiro/2026); Letsbank (venda vetada pelo Banco Central por dúvida sobre a origem dos recursos do comprador, liquidado junto com o Master em 18/11/2025); e Kovr Seguradora (segregada e vendida limpa antes da crise, mas cuja revenda ao PicPay atraiu suspeita própria de triangulação financeira do Cade). O Will Bank trouxe ao caso uma classe de vítima nova — doze milhões de correntistas de varejo —, liquidado em 21/01/2026 após inadimplência com a Mastercard.

        Registros afetados: Tirreno, BRB, CredCesta, Kovr Seguradora, Letsbank, Will Bank, Banco Pleno

      • Lote 86 — a dívida com a Tether: a mesma carteira, dois credores

        A Tether Investments — braço de investimento da emissora do stablecoin USDT — emprestou US$ 300 milhões à Titan Holding, empresa pessoal de Daniel Vorcaro, em março de 2025, com garantia na carteira de crédito consignado do Banco Master, que inclui o CredCesta. Após o vencimento antecipado disparado pela liquidação do banco, a Tether moveu ação de cobrança no TJSP pedindo bloqueio de ativos e direcionamento dos fluxos do consignado, e obteve em Cayman a liquidação da Titan. Dois achados verificados por leitura própria: parte da mesma carteira dada em garantia à Tether também integrava a carteira depois vendida ao BRB — indício de possível oneração dupla dos mesmos recebíveis, registrado sem confirmação de sobreposição exata —, e a primeira parcela do empréstimo foi transferida no mesmo dia em que o BRB anunciou publicamente a intenção de comprar o Master. A cifra de 256.016 trabalhadores e R$ 2 bilhões em garantias, de reportagem do Livecoins, permanece em classe A: nenhuma outra fonte a confirma, e o artigo não cita número de processo nem reproduz trecho dos autos.

          Registros afetados: Banco Master, CredCesta, Daniel Vorcaro, Titan Holding, Tether Investments

        • Lote 85 — a rede de escritórios: quatro identidades verificadas, uma genealogia com cautela

          O Banco Master pagou R$ 543 milhões a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, saltando de R$ 40,1 milhões para R$ 262,4 milhões no período. A equipe verificou pessoalmente, no dump oficial da Receita Federal — não em agregador privado —, a identidade de cinco escritórios: Temer Advogados Associados, administrado pelo próprio Michel Temer; Lewandowski Advocacia, que na data desta consulta ainda lista Ricardo Lewandowski como sócio-administrador, divergência registrada como pergunta em aberto; Gabino Kruschewsky, cujo sócio é apontado por reportagem, sem confirmação documental, como primo do diretor jurídico do Master; Warde Advogados, do ex-procurador do Banco Central e advogado pessoal de Vorcaro por quase uma década, alvo de alegação grave sobre proximidade com juiz do caso; e Monteiro Sociedade de Advogados, cujo sócio foi preso e acusado de operar esquema paralelo de propina ligado à tentativa de compra do banco pelo BRB. Achado cruzado: André Kruschewsky Lima, o executivo que assinou o credenciamento do Master em Alagoas, é situado por reportagem como diretor jurídico do banco no mesmo relatório da PF sobre a emenda ao FGC que o corpus já registrava como hipótese não atribuída pessoalmente. A genealogia Kruschewsky e a autoria da contratação são registradas como classe C, por decisão editorial explícita — não como fato documentado.

            Registros afetados: Banco Master, Michel Temer, Ricardo Lewandowski, André Kruschewsky Lima, Eugênio de Souza Kruschewsky, Walfrido Jorge Warde Junior, Daniel Lopes Monteiro, Temer Advogados Associados, Lewandowski Advocacia, Gabino Kruschewsky Advogados Associados, Warde Advogados, Monteiro Sociedade de Advogados

          • Lote 84 — Rioprevidência: a decisão que não aparece em ata, e duas fraudes distintas

            O maior caso do canal de colocação recebeu, pela primeira vez, a leitura direta de suas atas de comitê. Achado central: ao contrário de Amapá, Aparecida, Itaguaí, Congonhas e Alagoas, a decisão de comprar letras financeiras do Banco Master nunca é nomeada em ata — a de 30/11/2023, coincidente com a semana da primeira aplicação, libera apenas teto regulatório genérico, sem citar o banco. Verificação de controle: busca textual retorna zero ocorrências de 'Master' no documento inteiro. O atestado de credenciamento, diferentemente do de Alagoas, não contém texto promocional. Documentadas a distinção entre a Operação Barco de Papel e a 8ª fase da Compliance Zero, e entre duas modalidades de fraude atribuídas ao grupo — exposição de crédito bancário direto versus manipulação de preços em fundos geridos por terceiros ligados ao Master. Fechada parcialmente uma lacuna do CredCesta: ação civil pública do MP-BA sobre transparência do produto, de 2021, embora nada tenha sido localizado sobre a privatização em si.

              Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master, CredCesta, Euchério Lerner Rodrigues, Deivis Marcon Antunes

            • Lote 83 — dois achados negativos, e uma armadilha de homonímia

              Nem Roberta Luchsinger nem qualquer filho do presidente Lula tem ligação documentada com o caso Banco Master. A busca textual feita pela equipe nas peças primárias do caso — o relatório da PF sobre o celular de Vorcaro, de 218 páginas, e a decisão da Zona Cinzenta — retorna zero ocorrências de todos os nomes, com controles de extração funcionando. Ambos estão em outro caso, a Operação Sem Desconto, do INSS. A confusão tem origem rastreável: os dois inquéritos têm o mesmo relator e um relatório da PF os compara, de modo que os nomes aparecem no mesmo documento sem qualquer vínculo entre as pessoas. Registrada a alegação como refutada, com a origem identificada em coluna de opinião sem lastro; esclarecida a evidência do relatório de assimetria; e registrada a armadilha do apelido 'Careca', que no caso Master designa Alexandre de Moraes, segundo a própria PF, e no caso do INSS designa pessoa inteiramente distinta. Nenhum registro de pessoa foi criado: incluir no grafo quem não tem ligação com o caso sugeriria vínculo pela simples presença.

                Registros afetados: Banco Master, Grupo Fictor, ev-moraes-decisao-assimetria-mendonca-2026-09-03

              • Lote 86 — o caso gêmeo do Rio, e o caminho que ele tomou até o Supremo

                Obtidas as cinco publicações do agravo nº 3000060-09.2026.8.19.0000 do TJ-RJ, com os inteiros teores. A ação de origem é a cautelar nº 3049678-51.2025.8.19.0001, do Estado do Rio e do Rioprevidência contra o Banco Master e a PKL One Participações, por crédito de cerca de R$ 970 milhões. A liminar tem a mesma arquitetura da do Amapá — retenção, provisionamento, prestação de contas a cada noventa dias e proibição de medidas constritivas —, com multa de R$ 50 mil por servidor indevidamente negativado. Os autores sustentam atuação integrada entre o banco e a PKL, com possível grupo econômico, e afirmam que o CredCesta foi 'originado dentro da estrutura do próprio Banco Master'. O percurso processual difere do Amapá: o Banco Central pediu para intervir, o juízo estadual remeteu à Justiça Federal e esta ao Supremo, o que levou o tribunal estadual a julgar o agravo prejudicado. Registrada a provável duplicação de registros da PKL no próprio corpus.

                  Registros afetados: Amapá Previdência, Banco Master, PKL One Participações S.A., RioPrevidência

                • Lote 85b — o desenquadramento, e o ofício da Amprev ao Banco Central

                  A 'notificação do desenquadramento' invocada na petição inicial não vem de órgão externo: é a reação administrativa da própria autarquia ao rebaixamento do rating, que fez o banco deixar de atender ao critério de baixo risco de crédito. Os autores dizem ter instaurado processo, notificado formalmente o banco e exigido reenquadramento; o liquidante responde que o art. 27 dá cento e oitenta dias ao gestor e que nunca houve ordem de resgate. Localizado nos autos o ofício de 11/09/2025 em que o diretor-presidente pergunta ao presidente do Banco Central, pela segunda vez, sobre processos contra o Master e sobre os motivos da negativa à compra pelo BRB — dois meses antes da liquidação, sem resposta localizada. A Lista Exaustiva de 06/05/2024, sem o Master como emissor, também está juntada. E os autos registram caso análogo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

                    Registros afetados: Amapá Previdência, Banco Master, Jocildo Lemos

                  • Lote 85 — a cautelar dos consignados: o número que circulava não está nos autos

                    Obtidos pelo editor e lidos os autos integrais da tutela cautelar nº 6102005-63.2025.8.03.0001, com 3.475 páginas. A única prestação de contas do processo, protocolada em 22/04/2026 e cobrindo novembro de 2025 a março de 2026, soma R$ 7.933.491,87 — R$ 2,49 milhões pela Amprev e R$ 5,44 milhões pela Secretaria de Administração. Os R$ 63 milhões anunciados publicamente em fevereiro de 2026 não têm correspondência em nenhuma peça. A segunda prestação, vencida em junho, não foi apresentada. O liquidante impugnou as contas, apontando que o devido pelo Estado seria de R$ 16,63 milhões, com diferença de R$ 11,16 milhões, e que só a Amprev comprovou depósito. Registrado também que, na inicial, os próprios entes públicos afirmam em juízo que os recursos 'sequer poderiam ter sido investidos, dado que isso só ocorreu por razões fraudulentas'.

                      Registros afetados: Amapá Previdência, Banco Master

                    • Lote 84 — os contratos do escritório Barci de Moraes, lidos nos autos

                      Obtidos pelo editor os autos completos da PET 16.662 do Supremo, com sigilo levantado em 01/09/2026, e lidos pela equipe. Entre as 25 peças estão os três anexos que não eram públicos. O contrato com o Banco Master, de 16/01/2024, prevê 36 parcelas mensais de R$ 3.000.000,00 líquidos — bruto de R$ 3.646.529,77 ao mês, ou R$ 131.275.071,72 em três anos — e estrutura cinco núcleos de atuação perante o Judiciário, o Ministério Público, a polícia judiciária, órgãos do Executivo e o Legislativo, este para acompanhamento de projetos de lei de interesse do contratante; o objeto estende-se aos sócios e controladores. O segundo contrato, de 12/05/2025, é com a Viking Participações, representada pelo próprio Vorcaro, com teto de R$ 50 milhões e previsão expressa de pagamento por dação. Sete dias depois, termo de dação quitou R$ 40 milhões com 33,33% da sociedade proprietária de um jato Legacy 650 e 20% da sociedade em vias de adquirir um helicóptero EC 155 B1 — e os R$ 10 milhões restantes com o reembolso das despesas de uso das próprias aeronaves. A dação fica vinculada à conclusão dos serviços e as ações não podem ser alienadas sem autorização de quem pagou.

                        Registros afetados: Barci de Moraes Advogados, Banco Master, Daniel Vorcaro, Viking Participações, IPJ-A nº 3298613/2026: Informação de Polícia Judiciária de Análise do celular de Daniel Vorcaro (Polícia Federal)

                      Trilha de auditoria completa: histórico de commits em /data.