Transparência
Atualizações
Último build do corpus: 01/11/2026, 07:23 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.
Correção — onde e quando Toffoli se declarou impedido, e o nome certo do fundo Arleen
O acervo misturava dois episódios. A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master, em 12/02/2026, foi a pedido dele, com os demais ministros afirmando não caber suspeição — e isso estava certo. Mas a declaração de suspeição por foro íntimo não foi na PET 15.556 nem em 20/03: foi no MS 40.791, o mandado de segurança sobre a CPI do Master na Câmara, que ele recebeu e deixou no mesmo dia, 11/03/2026, com redistribuição a Cristiano Zanin registrada como impedimento. 20/03 é a data da notícia do STF. Corrigida também a grafia "Arllen" para Arleen, nome do fundo que comprou a participação da Maridt no resort Tayayá.
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- dias-toffoli: impedimento atribuído ao MS 40.791, em 11/03/2026, com redistribuição a Cristiano Zanin; resolvida a divergência de datas antes sinalizada.
- ev-inferencia-sobre-motivo-da-suspeicao-de-toffoli-e-o-inq-5026: processo e data da suspeição corrigidos.
- Arllen corrigido para Arleen em nove arquivos.
Registros afetados: Dias Toffoli, Cristiano Zanin
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Lote 260 — Peretto, o elo entre Vorcaro e as perguntas do Banco Central à Cartos
Fechando a leitura dos celulares analisados pela PF no INQ 5.026: Henrique Peretto, dono da Cartos e acionista da Tirreno, levava a Vorcaro as requisições que o Banco Central mandava à Cartos no mesmo dia em que eram assinadas, e lhe submetia cada versão das respostas. Numa delas, uma análise "exaustiva e complexa" não achara operação nenhuma; no dia seguinte, a resposta passou a falar em operações interrompidas e num distrato de 30/07/2025. Ele também mandou a Vorcaro o acordo entre as duas empresas em arquivo editável, sem assinaturas, datado de janeiro. E no celular dele a PF achou um fundo de R$ 31,44 milhões que ele dizia reservado ao capital da Tirreno. Alegação da PF, sem denúncia.
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- henrique-peretto: registrado o papel de intermediário das requisições do Banco Central descrito pela PF.
Registros afetados: Henrique Peretto, Daniel Vorcaro, Cartos, Tirreno
por orquestrador
Lote 259 — o BRB queria comprar mais R$ 450 milhões do Master sem ter visto a amostra
Em 03/04/2025, seis dias depois de anunciar a compra do Master, o BRB preparou internamente uma proposta para comprar mais R$ 450 milhões em carteira de consignado do banco — somando-se a R$ 750 milhões aprovados em março e aos R$ 7,7 bilhões já adquiridos. A mesma nota registra que a área de risco não recebera a base de clientes "ou pelo menos uma amostra fidedigna". No dia seguinte, o grupo de trabalho do próprio BRB concluiria que 114.626 contratos dessas carteiras tinham numeração padronizada. O documento, juntado ao INQ 5.026, não diz se o limite foi aprovado.
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Registros afetados: BRB, Banco Master, CredCesta
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Lote 258 — a fábrica de amostras dentro do Master, descrita numa investigação interna do próprio banco
No acervo digital que o liquidante do Master entregou à PF, os analistas acharam uma apresentação chamada "Investigações internas – Banco Master". Ela descreve funcionários gerando em lote, entre junho e outubro de 2025, CCBs, termos de consentimento e procurações a partir de dados de clientes Credcesta, em pastas batizadas "Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras" — o mesmo kit que foi mandado ao BRB em 23/06/2025 como prova de 1.785 créditos da Tirreno. A apresentação aponta o diretor Alberto Félix como supervisor e registra a ordem de responder às falhas achadas pela Deloitte como "erro operacional na seleção". Registrado como alegação da PF; os funcionários citados não são nomeados.
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Registros afetados: Banco Master, BRB, Tirreno, CredCesta, Alberto Félix Oliveira, André Seixas Maia
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Lote 257 — como seriam comprados os imóveis do presidente do BRB: seis empresas de prateleira e um fundo da REAG
O acervo já sabia, pela decisão que prendeu Paulo Henrique Costa, que a PF lhe atribui R$ 146,6 milhões em seis imóveis como contrapartida ao Master. Um relatório de análise juntado ao INQ 5.026 mostra a engrenagem: seis sociedades anônimas de prateleira, com capital aumentado no valor de cada imóvel entre janeiro e março de 2025, todas controladas por um fundo de participações gerido pela REAG e dirigidas, segundo a PF, pelo cunhado do advogado Daniel Lopes Monteiro. Dois dos imóveis são os apartamentos de Brasília que o próprio Paulo Henrique negociava por uma holding "para que não seja direto em meu nome" — o que corrige a ressalva do lote anterior.
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- ev-pf-paulo-henrique-costa-negociou-imoveis-por-holding-para-nao-ficar-em-seu-nome: a ressalva de que não se podia afirmar que fossem os mesmos imóveis foi substituída pela identificação feita na IPJ-A nº 1270942/2026.
- daniel-moreira-bezerra: registrado que ele assina como secretário atas de duas das empresas usadas na compra.
Registros afetados: Paulo Henrique Costa, Daniel Lopes Monteiro, Daniel Moreira Bezerra, Reag Investimentos, Daniel Vorcaro
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Lote 256 — a holding do presidente do BRB, e o "frio na espinha" de quem assinava pela Tirreno
Mais dois celulares analisados pela PF e juntados ao INQ 5.026. No de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, a PF encontrou a negociação de apartamentos de R$ 4,67 milhões e R$ 6,01 milhões entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com pedido de sigilo, contratos com o comprador em branco e uma holding "para que não seja direto em meu nome"; e uma mensagem de setembro de 2025, mês em que o Banco Central barrou a compra do Master, sobre "uma solução que não depende do Bacen". No de André Seixas Maia, apresentado como responsável pela Tirreno, a empresa só aparece em 04/04/2025 — quatro meses depois da data dos documentos que a criaram. Tudo registrado como alegação da PF, sem denúncia.
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Registros afetados: Paulo Henrique Costa, André Seixas Maia, Tirreno, BRB, Banco Master
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Lote 255 — o que o próprio BRB escreveu sobre as carteiras do Master, antes da Tirreno aparecer
Dois relatórios internos do BRB, juntados ao INQ 5.026, dão lastro documental ao que a PF descreveu a partir do celular de Vorcaro. Em 04/04/2025, o grupo de trabalho do banco registrou ter comprado do Master 1,79 milhão de contratos de consignado, com saldo de R$ 7,62 bilhões, sem ter visto as CCBs, e achou 114.626 contratos com numeração padronizada — sem nenhuma menção à Tirreno. Em 19/05/2025, o mesmo grupo anotou que o Master ainda não tinha entregado a cláusula de mandato entre a Tirreno e o Master, documento que a PF diz ter sido finalizado em 24/05 com data de dezembro de 2024. No meio disso, segundo a PF, Vorcaro cobrava de Augusto Lima os contratos da Tirreno: "ate agora nao mandamos NADA".
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Registros afetados: BRB, Banco Master, CredCesta, Tirreno, Daniel Vorcaro, Augusto Lima
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Lote 254 — a Tirreno fabricada, contada pelo celular de Vorcaro
Primeira leitura do relatório de 228 páginas em que a Polícia Federal analisou as conversas do celular de Daniel Vorcaro sobre as cessões de crédito ao BRB, juntado ao INQ 5.026 em maio. Pela PF, os contratos com a Tirreno datados de 2024 foram assinados e autenticados em maio de 2025, logo depois de o presidente do BRB cobrar a pendência; a resposta da Cartos ao Banco Central começou dizendo que a Tirreno originara só R$ 546 mil e foi reescrita até afirmar que a Cartos não tinha acesso a nada; o escritório de Daniel Lopes Monteiro redigia documentos em nome da Tirreno sob revisão de Vorcaro ("Estamos notificando pra passar para os outros nao para assumir"); e Paulo Henrique Costa, alertado desde outubro de 2024 sobre carteiras inconsistentes, respondeu a Vorcaro "Estamos juntos mesmo para a vida". Tudo registrado como alegação da PF, sem denúncia.
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- ev-info-brb-grupo-whatsapp-fabricacao-extrato: acrescentados os saldos divergentes dos dois extratos da conta da Tirreno, segundo a IPJ-A nº 1252786/2026.
Registros afetados: Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa, Henrique Peretto, Daniel Lopes Monteiro, Angelo Ribeiro da Silva, Tirreno
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Lote 253 — Mendonça manda a PET 16.662 para a Presidência, três dias antes do Plenário
Despacho de 12/09/2026, lido no dia em que foi assinado: André Mendonça encaminhou à Presidência do STF os autos da PET 16.662, o processo do relatório da PF sobre o celular de Vorcaro que é o único item da sessão plenária extraordinária de 15/09. Ele cita a ordem de Edson Fachin, na Pet 16.704, que suspendeu todo procedimento sobre potencial investigação de integrantes da Corte, e registra que já havia liberado o caso para o Plenário em 06/09. O despacho não diz se a sessão fica mantida. O lote também lê a certidão de julgamento da Segunda Turma sobre o afastamento da cúpula da PF — três votos pelo referendo e vista de Gilmar Mendes —, o que promove o registro desse placar de alegação de imprensa a documento.
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- ev-2a-turma-referendo-pendente-vista-gilmar: reclassificada de C para D com a certidão de julgamento.
- ev-pauta-de-15-09-tem-um-unico-item-e-nao-inclui-o-caso-andrei: remete à remessa dos autos à Presidência.
Registros afetados: André Mendonça, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli
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Saneamento: o acervo deixa de reproduzir o CPF de quatro pessoas físicas
A política editorial veda a reprodução de CPF de pessoa física, mas dez registros do acervo traziam os números completos de quatro pessoas — Maurício Quadrado, Artur Martins de Figueiredo, Antônio Augusto Conte e Leonardo Antônio Lima Dias —, copiados de documentos oficiais e de uma reportagem. Os dígitos saem; o que eles provavam fica. Onde o CPF servia para ancorar identidade e descartar homônimos, o texto passa a dizer que o CPF consta no documento e que é o mesmo nas fontes cruzadas, sem imprimi-lo. Nos trechos citados literalmente, o número é substituído por [CPF]. Nenhuma classificação, fonte ou conclusão mudou.
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- Proteção de dado pessoal: o CPF de Maurício Quadrado deixa de constar na evidência e na fonte que citam o documento do BRB de abril/2025 e no perfil dele. A citação literal mantém a redação do documento, com o número substituído por [CPF]; o perfil diz que o documento o identifica nominalmente, com CPF.
- Proteção de dado pessoal: o CPF de Artur Martins de Figueiredo deixa de constar no documento da B3/Fundos.NET, na evidência e na fonte correspondentes, no perfil e na relação com a Trustee Holding Financeira. A âncora de identidade continua descrita — o CPF parcial é idêntico em três fontes distintas e descarta o homônimo —, sem os dígitos.
- Proteção de dado pessoal: os CPFs de Antônio Augusto Conte e de Leonardo Antônio Lima Dias deixam de constar nos respectivos perfis; o texto registra apenas que ambos são identificados nos autos por CPF.
Registros afetados: Maurício Quadrado, Artur Martins de Figueiredo, Antônio Augusto Conte, Leonardo Antônio Lima Dias, Documento id 472804 (Fundos.NET/B3) — Diretor Responsável do Zion Capital Real Estate Investment Fund (FII), ev-albali-banvox-cpf-quadrado-documento-brb, ev-figueiredo-diretor-responsavel-zion-fii-documento, rel-artur-martins-de-figueiredo-trustee-holding-financeira-corporate, Documento id 472804 — Fundos.NET/B3: Zion Capital Real Estate Investment Fund (FII), Ex-sócio do Master tornou-se acionista do BRB após comprar ações de fundo
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Trilha de auditoria completa: histórico de commits em /data.